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Um dos principais fatores que levam uma loja virtual a bons números em vendas é escolher uma forma de pagamento ágil, eficiente e segura. Entender bem as diferenças entre cada uma das formas de pagamento existentes leva você a escolher a mais adequada para a sua loja e os seus clientes.

Para pagamentos via Internet, existem três opções: Integração direta com operadoras e bancos, Facilitadores e Gateways.

 

Integração direta com operadoras e bancos
Antes mesmo das soluções de pagamentos online atuais se popularizarem, cada loja virtual já criava seu próprio sistema de pagamento internamente. Este processo é feito através dos envios de dados de pagamento através de um canal chamado Webservice que é disponibilizado pelas operadoras de cartão e bancos. Para isto é necessário ter convênio com empresas como Cielo e Redecard.

Vantagem:
– Após o desenvolvimento do módulo, não é necessário pagar mais taxa alguma a não ser a da própria operadora de cartão.

Desvantagem:
– Seu projeto pode levar mais tempo do que o esperado, já que são dependente de desenvolvimento.

– Como a integração é direta com a operadora, podem acontecer casos de mudança de estrutura no Webservice. Se isso ocorrer, é necessário ajuste no módulo da loja virtual para se adequar à nova estrutura. Enquanto esse ajuste não ocorrer, o site poderá perder vendas.

 

Facilitadores
Também chamados de Intermediadores de pagamentos, funcionam recebendo o pagamento do cliente na conta deles e depois fazem a liberação do pagamento para a loja virtual. Este é um método muito popularizado pelo PagSeguro, PayPal, MoIP, BCash, entre outros.

Vantagens:
– Possuem diversos meios de pagamento online por cartão de crédito, débito online e boleto sem necessidade de realizar convênios com bancos e operadoras de cartão.

– É ideal para lojas que estão começando pela facilidade de implementação. As diversas telas prontas de carrinho de compra e de checkout oferecidas tornam muito simples a implantação do sistema na loja virtual.

– Pela grande popularidade desses sistemas, praticamente qualquer tipo de plataforma de venda online oferece algum intermediário de pagamento pré-integrado ou um módulo pronto de fácil instalação.

– É possível assumir os juros do parcelamento ou repassar para os clientes.

– O próprio intermediário faz o controle de fraudes pela loja e assume os riscos de fraude de todas as vendas que forem aprovadas, reservando-se o direito de negar aquelas que considerar suspeitas.

– Não paga taxa da operadora do cartão.

Desvantagens:
– Para realizar pagamento nos facilitadores é necessário sair da loja virtual para ir para o ambiente deles, muitas vezes tendo que realizar um segundo cadastro (o da sua loja e o do site do facilitador). Estatisticamente, por conta disso, checkouts complicados como esse são responsáveis pela perda de 30% na conversão de vendas.

– A liberação do dinheiro pode demorar até 15 dias.

– Dependendo do facilitador, a taxa pode variar de 5% a 7% em cima do valor da compra com o cartão de crédito.

– Têm taxas de juros maiores que as dos gateways.

 

Gateways

Este método age intermediando a loja virtual e as operadoras de cartão de crédito. Quando uma venda é realizada, a loja informa ao Gateway que então comunica à operadora de cartão.

Vantagens:
 Ao invés de diversas integrações complicadas com cada operadora e banco, você faz uma única integração com o gateway.

– O valor pago, além da taxa da operadora de cartão de crédito, é por transação.

– O tempo de aprovação do pedido vai depender de quem estiver gerenciando a loja virtual ou da empresa que estiver fazendo a análise, pois é apenas uma ação de “aprovar” ou “recusar” o pedido.

– Gateways normalmente trazem painéis administrativos que tornam fácil configurar os diversos meios de pagamento e gerar relatórios financeiros em um lugar só.

– Os recebimentos dos valores são depositados diretamente da administradora de cartões para a conta corrente da empresa.

Desvantagens:
– Não é função do gateway de pagamentos proteger a loja virtual das fraudes. Esta é função da ferramenta de gestão de risco que deve ser contratada com uma empresa separada. Felizmente, os gateways normalmente facilitam esta integração.

– O lojista recebe os pagamentos parcelados, conforme o cliente efetuar o pagamento. Se o cliente paga em 10 vezes o lojista recebe em 10 vezes também. Para antecipação dos pagamentos são cobradas taxas maiores.

– Para utilizar um gateway, o estabelecimento deve primeiro firmar convênios de ecommerce diretamente com operadoras e bancos, o que leva de 30 a 60 dias. Além disso, a ativação (ou homologação) desses convênios, normalmente realizada pelo gateway, pode levar mais 1 ou 2 semanas adicionais.

Vale lembrar que uma loja virtual pode oferecer diversas formas de pagamento para seu consumidor, o que evita a perda de vendas para os usuários beneficiados por estes métodos.

Fonte: iPagare