23set

Todos nós já vimos esse fenômeno: estrelas dos esportes que desfrutam da adoração dos fãs, exibindo diversos tipos de comportamento vergonhoso; celebridades da mídia e do mundo do entretenimento agindo de forma contrária às personalidades gentis e amigáveis que aparentam na TV ou no cinema; políticos amáveis durante a campanha eleitoral, exibindo arrogância para quem discorda deles.

Elas acreditam no que os jornais dizem a respeito delas e caem na armadilha da própria fama. A adulação que recebem as convence que são “especiais”. Porém, ainda que não tenhamos alcançado um status tão celebrado, podemos flertar com o perigo de cair no mesmo tipo de atitude egocêntrica.

Por exemplo, você é reconhecido como o melhor executivo de vendas da empresa. Quando lhe dão tapinhas nas costas e congratulações, como você reage? Você recebe a tão ansiada promoção, com direito a sala nova, status e outros benefícios; como você trata aqueles que não atingiram seu nível de realização e vão se reportar a você?

Fui editor de uma revista onde fiz mudanças importantes. As pessoas começaram a me abordar para me agradecer pelas mudanças. Inicialmente eu me sentia satisfeito, mas com o passar do tempo esse gesto passou a não me surpreender mais. Foi quando tomei consciência do perigo de deixar palavras lisonjeiras massagearem meu ego.

Costumamos encarar os “testes” da vida quando confrontados com reveses e adversidades e como reagimos às circunstâncias difíceis. Mas aprendi que também podemos ser “testados” pelo sucesso. Prosperidade, por exemplo, é coisa boa, salvo quando nos deixa inchados pelo orgulho. A Bíblia se refere a isso como:

Fogo da adulação. Assim como o metal precioso é refinado pelo calor extremo para remover impurezas, nossos períodos de teste na vida, bons ou ruins, servem para revelar nossos defeitos e, esperançosamente, ajudar a eliminá-los. “O crisol é para a prata e o forno para o ouro, mas o que prova o homem são os elogios que recebe” (Provérbios 27.21).

Tentação da autopromoção. Vivemos num mundo centrado em rótulos e marketing. Ouvimos que devemos nos autopromover se quisermos avançar profissionalmente e realizar nossas ambições. “Você tem que tocar tambor para fazer-se notar”, nos dizem. Mas existe algo acerca de um espírito sincero e humilde que as pessoas respeitam e admiram e que conquista favor: “Que outros façam elogios a você, não a sua própria boca; outras pessoas, não os seus próprios lábios” (Provérbios 27.2).

Fonte: CBMC / por Robert Tamasy